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Tratamento por imagem: quando o exame mostra alterações na coluna, mas o paciente não tem dor

Baruco Comunicação por Baruco Comunicação
14 de maio de 2026
em Blog
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Tratamento por imagem: quando o exame mostra alterações na coluna, mas o paciente não tem dor

É cada vez mais comum que pacientes cheguem ao consultório preocupados após realizar um exame de imagem, a exemplo de uma ressonância magnética da coluna, com um laudo cheio de termos desconhecidos e a sensação de que algo sério foi encontrado, mesmo sem apresentar dor ou qualquer limitação nas atividades do dia a dia. E é justamente nesse tipo de situação que surgem dúvidas importantes: se o exame mostra alterações, por que não há sintomas? E como tratar o problema a partir daí?

Como a ressonância funciona?


A ressonância magnética é um exame extremamente detalhado, capaz de identificar pequenas mudanças na estrutura da coluna. Como, por exemplo: desgastes nos discos, abaulamentos, em que os discos se projetam para fora do espaço entre as vértebras, ou até hérnias. Mas é importante saber que essas alterações também aparecem com frequência em pessoas que não sentem dor alguma, o que pode causar uma interpretação equivocada quando o resultado é analisado fora do contexto clínico.

Assim como a pele perde elasticidade e o cabelo muda com o passar dos anos, a coluna também sofre transformações naturais ao longo da vida. E essas mudanças podem aparecer na ressonância como sinais de desgaste, sem necessariamente indicar algo preocupante.

Essas alterações fazem parte do processo normal do corpo e não exigem tratamento quando não estão associadas a sintomas. Apenas de medidas de adaptação e prevenção, o que reforça a importância de interpretar o exame com cautela.

O risco de tratar o exame e não o paciente


Um dos riscos que posso citar é tomar decisões baseadas apenas no resultado da imagem. Ignorando o contexto do paciente, sua rotina, seus sintomas e sua análise física, um tipo de abordagem que pode levar a tratamentos desnecessários, incluindo até mesmo intervenções cirúrgicas que não trariam benefício real.

A imagem não sente dor e, quando ela passa a ser o único guia para a conduta, existe o risco de alarmar o paciente com alterações que fazem parte do envelhecimento, o que pode gerar mais prejuízo do que benefício. Esse descompasso mostra que a dor na coluna é multifatorial e não depende apenas das alterações estruturais visíveis no exame, tornando essencial uma avaliação clínica completa.


Outro ponto que merece atenção é o impacto emocional do laudo, já que termos técnicos podem gerar ansiedade e a impressão de que a coluna está comprometida ou fragilizada, quando muitas dessas alterações fazem parte do processo natural do corpo e não representam, necessariamente, uma condição preocupante.

Quando se preocupar com o resultado da ressonância?

O ponto central nunca deve ser apenas o que aparece no exame, mas a presença de alguns sinais que indicam a necessidade de uma investigação mais aprofundada e, possivelmente, de tratamento, como:

  • Dor persistente que não melhora com o tempo
  • Dificuldade para se movimentar
  • Sensação de formigamento
  • Perda de força
  • Limitação para realizar atividades simples do dia a dia

Quando a ressonância mostra alterações acompanhadas desses sintomas, ela passa a ter um papel mais relevante na tomada de decisão. Ajudando o neurocirurgião a entender a causa do problema e o direcionamento da conduta.

Por isso, diante de qualquer dor ou desconforto que persista ou impacte sua qualidade de vida, o mais indicado é buscar a avaliação de um especialista, que vai analisar o conjunto completo de informações antes de definir o melhor caminho para o seu caso.

Dr. Alexandre Elias

Tags: alterações na colunadegeneração discalexame de imagemhérnia de disconeurocirurgianeurocirurgiãoressonância magnética
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